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Microfones - estudo (white paper)

Loupha's Firsts do pessoal do Rock (audio etc.)

A História das muitas coisas que o antigo Loupha fez primeiro no mercado do Rock brasileiro e depois viraram obrigatoriedade
(contada por Marcos Ficarelli - ordem cronológica)
... depois, a citação de vários outros "primeiros" conhecidos nossos.

AS CALÇAS LISTADAS E XADREZAS

Em 65 a revista jovem (no mundo) era uma raridade e uma chatice, tipo Fotonovela. A revista "Giovane" italiana inaugurou uma era. Era moderna, tinha ótimas reportagens dos primeiros conjuntos ingleses e dentro um poster gigante (Azero) com algum conjunto famoso. Depois nasceu a Hit-Parader (que poucos hits tinha, e só americanos). Na Giovane apareceu (em moda) uma calça preta com desenhinhos amarelos (naquela época nem se usava calça preta quanto mais ...).

"- Que legal!" - enquanto eu falava da Casa Moreno (na Augusta) e de suas lonitas de praia listadas e xadrezas, o Jopa (nosso roadie) falou que o Moreno era seu tio e ainda veio o Hermínio e contou de uma costureira perto do Mack montava calças por (hoje) R$9,00.

Mandamos fazer 12 calças (3 pra cada um) e ainda fomos no Adriano (calçados) e pedimos um modelo ... Ele nos fez sapatos vinho com franjas de couro caindo.

As lonitas eram berrantes ... eram o novo rock.

Depois a máquina da Jovem Guarda tentou inventar a calça Calhambeque, mas com péssimo gosto. Foram mal. Mesmo assim, podaram o Loupha em tudo que podiam para que não aparecêssemos (foi duro o golpe).

A FENDER MUSTANG

Desde 1961 eu me correspondia com o Presidente da Fender (have Lettera 22 - will write). Caríssimas ($550 sem estojo, em 65, era uma nota). Quando recebi o folheto (tenho) da Mustang por $180 procurei um jeito de comprá-la (contrab.) mas naquela época tudo era proibido e poucas pessoas viajavam. Foi quando um aluno meu (do conservatório Meirelles), americano, foi passar as férias nos States (Jan 65) e voltou com uma Mustang zero, azul calcinha. Reclamou que não tinha amplificador. Eu propus trocar sua Mustang por um protótipo de Gianinni SuperSonic (o Mattoso ainda tem uma) que tinhamos acabado de receber, mais um amplificador enorme "do Agnaldo" (eu tinha 3). Ele topou (e ficou contente). Enquanto isso, o Victor, mais abonado mandou vir um JazzBass Sunburst de NY, o primeiro no Brasil. Estreamos no Pinheiros (e Festival) já com essas guitarras.

AMPLIFICADOR COM ECO DE FITA

O mago dos amplificadores em São Paulo era o Agnaldo. Fez (ca.1962) os dos Fenders, Silver Strings, do Pedrinho Ulhoa e o meu. Bem perto dos originais Fender. Depois fechou contrato de fornecimento com a Gianinni e ... logo ela deu pra traz. Antes disso, em 65 vendeu a empresa (correndo) para o Alfredo (a Phelpa). O Alfredo ficou com uma batata quente, havia patrocinado os Clevers, que brigaram e trocaram de nome (Incríveis) e foram para a Italia com a Rita Pavone. Voltariam depois com equipamento todo importado. Mas "Seu" Vittorio (pai do Victor) tinha negócios com o Alfredo e arrumou uma troca. O Loupha recebeu protótipos de um amplificador que tinha câmara de eco de fita dentro. Funcionava direitinho e demorou muito para dar problemas. Logo depois o Loupha importou aquele enorme equipamento e eu comprei por $450 uma câmara de eco Fender (uma nota ... e não funcionou, nunca - um lixo). Os amps do Alfredo foram únicos no mundo.

GUITARRAS BURNS(UK), BALDWIN(US)

Eu era fanático pelos Shadows. O que eles faziam era o certo (o Jeff Beck e outros também achavam). Eles tocaram com Fender por muito tempo, mas agora(1965) tocavam com as JimBurns que tinham mais "não sei o que" (Rez-O-Tube). Por isso, quando tivemos o dinheiro para poder escolher a melhor guitarra escolhemos Burns. O baixo Burns comprovou ser o melhor que existiu. A guitarra VibraSlim (que o Mattoso tem até hoje) é uma obra de arte. A minha, mais sofisticada, tinha uma construção e circuito que hoje não se pode mais reproduzir (de tão sofist.). As Burns foram ressuscitadas em 2000 (não o meu modêlo, raríssimo) e uma "normal" hoje custa 1800 libras. Foi uma era.

AMPLIFICADOR DE GUITARRA TRANSISTORIZADO

Era um palavrão na época. Caros, quebravam e ligavam com um "bump". Mas em '65 eu recebi um de potência (CitationB Harmann-Kardon) ótimo e aprovou. Assim, o Mattoso não teve medo de comprar um Baldwin (tem até hoje). Uma novidade, lindo e cheio de equalizações preset especiais ... bem mais leve que meu Fender Twin-Reverb a válvula. O Loupha também comprou o equipamento de voz transistorizado, da Standel.

CAIXAS ATIVAS E LIMITADAS

'65, O equipamento Standel (raríssimo) usava um pre-mixer (com reverb, phantom) e várias caixas ativas (com amplificador incorporado) limitadas à máxima potência. Bastava ligar e cantar. Unidas à Câmara de Eco Binson eram o máximo. Este era o equipamento dos Young Rascals. Em 1970 a Elis Regina quis nos obrigar a vender, fez uma briga feia, mas não vendemos. Ela tinha razão, era bom demais.

MICROFONES SHURE

Desde 1960 eu usava cápsulas Shure (M44) no toca-discos. Em 1966 todos queriam os microfones AKG DM12 dos Beatles, muito frágeis. Nós compramos modelos superiores da AKG e ganhamos de "contrapeso" um Shure que nunca usamos. Já em 67 ou 68, num show no Colégio Sacre-Coeur, esquecemos os AKG em casa e o Ray lembrou-se do Shure "na maleta". Equalizamos o melhor possível o 565 e ... finalmente ficou melhor que os AKG. Trocamos tudo por Shure e fizemos a "voz" correr muito rápido. Mesmo assim, depois no Codigo 90 usámos microfones Primo, superiores.

DOBRA DE VOZ E FLANGER

Em 1963 eu tinha um estúdio completo (2 gravadores profissionais de 2 canais). A dobra de voz foi feita cantando num canal e no outro sincronizados (um Akai M-8, o sel-sync era raríssimo). O preamp de um deles distorcia (flutter) o som de pianos e guitarras. Usamos esta distorção para simular o som de flange (que os Beatles haviam usado em p.ex. "It's Only Love" - ou antes). Efeitos de estúdio.

BATERIA ELETRÔNICA PORTÁTIL

Eu namorava há tempo uma pequena Yamaha (coisa de criança). Mas um dia (2003) o Marcelo da Leimar apareceu com uma (Medeli-Tw) pouco maior e sensível (velocity). Comprei para o Levy (e ele teve de tocá-la na marra - incl. pagar). Só deu problema (quebras mil, atraso nas batidas, pânico nos rulos etc.). Fiquei ligado com os chineses por 2 anos, desenvolvendo a nova. Surpresa minha, no final de 2006 chegou a nova, robusta e super-profissional. Para quem (clientes) chiava, morreu ... morreu a bateria acústica. Esta nova tem muito mais recursos que qualquer outra "trambolhão".

OUTROS FIRSTS DO LOUPHA

No Loupha, compramos um monte de porcaria que só deu errado. Além do Eco Fender, compramos um baixo Gibson acústico (tocava sozinho - feedback), uma sítara (ninguém - nem hindu - sabia como afinava), uma Gibson 335 (também tocava sozinha), amplificadores Delta de potência (uma corneta) e vários microfones (raramente cardióides). Desde 1970 compro microfones sem fio, só para achar que não chegou lá ainda.

NÃO FORAM FIRSTS DO LOUPHA (muitos pensam que sim)

Alguns equipamentos os Incríveis compraram um mês antes: o Farfisa Compact-Duo, o Distorsor Maestro da Gibson, os amplificadores Fender, o Eco Binson e a Bateria Ludwig ... todos maravilhosos.

FIRSTS SÓ DO VERMELHO

PRE-MASTER, FILTRO OU EQUALIZADOR SEPARADO

Aprendi a usar quando criança. Só eu tinha esses "trecos" e eram a válvula (em geral The Fisher - ainda tenho um filtro ativo de 1950). Muito músico não sabe usar (e nem possui). São máquinas mágicas.

SÓ 2 CAIXAS PARA TODO O CONJUNTO

Julho de 69. Conjunto Vermelho. Troquei a fonte do meu Mixer Binson e usei um amp mais potente e 2 caixas com 4 falantes de 12". Basicamente uso este mesmo setup até hoje (as caixas estão menores), só que bem atualizado. Para manter este status, troquei muitas vezes de caixas, testei todos os cálculos possíveis. Todo dia é dia de invenção acústica.

STEREO CHORUS

A "nova era" estava nascendo para o som (chamemos 76 de semi/pre-digital). Eu vi um anúncio na revista Guitar Player (ninguém conhecia) que apresentava este aparelho, mostrando em gráfico o que ele podia fazer (quase nada, só um "louco sentimento" de 3ª dimensão). Naquela época um aparelho desses custava $1200. Agora tinha este por só $160 (uma nota) e prometia o mesmo. Quando o Marcos Rosset (B-12, Quantum etc) foi viajar pra NY me ofereceu pedir algo. Ha! Porque!?. Semana seguinte ele me telefona da loja Manny's dizendo o seguinte: "- O vendedor disse que não existia mas eu insisti e ele conseguiu um na MXR. Agora testei ele e ... ELE NÃO FAZ NADA, NADINHA!!! Que eu faço?". Eu lhe respondi: "- Ótimo, é esse mesmo que eu quero. Pode trazer.". Foi o melhor chorus que já possuí. Quebrou.

VOCODER-RACK SEM TECLADO

Em 80 (no B-12) eu tive a sorte de ser o primeiro. O Ivan Gattai (luthier e baixista) recebeu 2 Eletro-Harmonix (ca/raríssimos) e não conseguia fazê-los funcionar. Eu propus estudá-los com a condição que ele trocasse um deles por uma mesa de som Sony que me estava sobrando. Ele topou, eu consegui. O Gerson Tatini comprou o outro. Usei-o por muito tempo inclusive no disco do B-12. Tenho até hoje - analógico e perfeito, acreditem. Dica: usar onda retangular @ 35% para corais.

SPECTRUM ANALYZER ANALÓGICO

Só eu tive a coragem de comprar o único exemplar deste aparelho muito especial, em 1979 (com um tablete de LEDs). Depois o Dudu Fecarotta encomendou um igual e o conseguiu. Hoje são digitais, com LCD, mas não têm a precisão ou rapidez dos nossos. É minha ferramenta diária de trabalho.

SYS-X em GENERAL MIDI

General MIDI é hoje o padrão mundial obrigatório para placas de som e sintetizadores (fora os sons etc. especiais que possa ter). Sys-X é o nome de um ou mais blocos de memória (dump) contidos no sistema que gera a sintetização (significa Sistema Exclusivo Deste Sintetizador). Note-se que hoje um sintetizador é um computador completo.

Em 89 eu e o Adriano Ficarelli, meu primo, compramos nossa primeira placa de som (a SoundBlaster Pro). Esta já tinha a "opção" General MIDI e também o velho padrão MT-32. Meu teclado era um Yamaha tipo MT-32, sem Sys-X. Aí, o Eduardo Fecarotta me emprestou um livro oficial "What's MIDI" que falava em Sys-X como se fosse um fruto proibido e do futuro (ensinava tudo, menos o Sys-X). Quando compramos o 1º SoundCanvas da Roland com GM, no manual veio extensa biblioteca de comandos Sys-X. Então começamos a estudar. Descobrimos toda a linguagem e implementamos vários programas que rodavam em separado. Os sequenciadores (Sequencer Plus da Voyetra em DOS) ainda não se comunicavam em Sys-X. Trabalhei em conjunto com a Voyetra no desenho do novo Orchestra Plus (tenho o 1º exemplar) mas eles protelaram seu lançamento porque o Windows tinha feito sucesso e eles eram os desenvolvedores de drivers de som para a Microsoft (ficaram milionários). Então saiu o Cakewalk e este enviava e recebia Sys-X. Fomos tão longe (criávamos orquestras virtuais) que daí comprávamos aparelhos MIDI só para lhes "roubar" o Sys-X. Desenvolvemos vários e até, depois, ganhei de presente do presidente da Alesis, seu primeiro sintetizador rack (o S4+ que uso até hoje).

AUTOMAÇÃO MUSICAL EM BROWSER DE INTERNET

Bolei em 2000 para o Loupha novo. Pouco a falar: clicou no icon, regulou (o conjunto todo) via MIDI. Só usávamos esta automação no ensaio ou em shows grandes. No início era puro HTML - depois programei tudo em PHP e ficou universal. Uma graça. Depois veio a conexão USB-MIDI e enfim pude usar o laptop (que virou default).

PRE-AMPLIFICADOR PROFISSIONAL COM FILTRO HPF REGULÁVEL

Já contei que possuo um filtro Fisher regulável desde 1950 (funciona). O Novo Pré Behringer 800 foi anunciado no fim de 2006 (com HPF - high-pass filter - variável 15-360Hz) mas, simplesmente não saiu. Só em Julho de 2007 fui encontrá-lo numa loja em Bruxelas. Tem tudo o que um cantor, guitarrista (you number) precisa. Coisa da era digital.

MESA ALESIS MULTIMIX 16 FIREWIRE

Não importa se fui o primeiro a comprar (Fev 2007). Mas fui o primeiro a fazê-la funcionar 100%, gravando 16+2 canais no Sonar (o mais usado programa de audio), tudo separadinho. No início quase tive um infarte. Trabalhei 60 dias pesquisando e conversando com o mundo (2.000 reset, creio) e, mesmo assim, fiquei mais 90 com a pulga atrás da orelha. Agora está seemless, redonda. É muito perfeita (mas não tente ter uma experiência semelhante! - qualquer coisa, me telefona).

OUTROS FIRSTS RECONHECIDOS (no Brasil - pelo pessoal do Loupha)

GUITARRAS QUE EU VI

A primeira que vi no Brasil foi a do Nicola Paone (ca. 1950), um italiano-argentino, que cantava "Ue Paesano", um grande sucesso no início da Televisão (Tupi). A primeira Fender (Stratocaster) foi do Betinho e Seu Conjunto (cantava "Neurastênico" - Brrr!) que tinha várias guitarras e um amp Bandmaster Tweed (tanto como o Laurindo de Almeida e o Dudu Da Guitarra - que ficaram no USA mais tempo). Quis vender baleada pra mim por $800 (1961, preço de carro, então) e o Cid dos Fenders comprou (pintou de rosa Marvin). O Tuti comprou dele depois e a pintou de rôxo. Betinho também introduziu a Mosrite (a guitarra 2 dos Ventures).

UNIDADE DE REVERB PARA GUITARRA

A primeira foi feita pelo Agnaldo com uma unidade Sincro de mola. Foi usada 2 vezes pelo Cid dos Fenders. Funcionava mal e dava ronco. Vendeu ao Paulo Roberto dos Silver Strings (que não a usou - o conjunto acabou). Fui eu que usei este reverb no Top Sounds (emprestado e já sem ronco). Nesta estréia, convocamos o Pedrinho Autran da platéia para cantar La Bamba ... daí o Top Sounds inaugurou a história do conjunto cantado, abandonou os Shadows e também entrou para o Clube do Reverb.

AMPLIFICADOR E REVERB

O Tuca Aun em 63 (ainda dos Lunáticos, depois no Kompha) inventou um setup de 2 amplificadores onde um tocava o som seco e outro só a reverberação (a mesma unidade Sincro, de molas). Perfeito, sem ronco e muito reverb (bem perto dos Shadows). Por isso, quando o Top Sounds virou "vocal", lhe dei toda minha coleção de gravações dos Shadows (uma fita de 2 horas - ouro puro).

DISTORSÃO EM AMPLIFICADOR

O Aldo Crotti dos Top Sounds recebeu "Satisfaction" 2 dias após seu lançamento na Inglaterra (os Stones não eram famosos - só nós tocávamos "The Last Time", desconhecida). Era 5ª feira e íamos tocar no sábado. Eu conhecia aquele som (estava usando um setup parecido com o do Tuca, acrescido de um preamp. Bastou "mandar pau" no pré que ele distorceu (e muito). Naquela festa tocamos Satisfaction 14 vezes. Que sucesso!

CONJUNTO INTEIRO LIGADO EM MIXER

O Loupha perdeu essa chance "de bobo". Um pianista que tocou conosco falou que seu tio na Italia (terra da Binson) usava uma câmara de eco separada para cada microfone. Não acreditamos. Um ano depois, veio o Modern Tropical Quintet com um equipamento Binson completo e fez história nos bailes do Brasil. Todos num só aparelho e ... que som!

GUITARRA COM DISTORSOR EMBUTIDO

Eu usava um distorsor único feito pelo Ulisses Guimarães Neto. Era um Disparador Schmidt que explodia sustain e podia criar oscilações (feedback) em vários timbres. Fiz muito barulho com ele e fiquei famoso. Foi idéia do Claudio Candotti (fabricante de lindas guitarras e nosso colega no Dante) pedir (que eu pedisse) ao Ulisses para instalar este distorsor "dentro" da sua guitarra (semi-acústica). Ficou ótimo.

GUITARRA DE LATA

Em Perdizes haviam o Seu Ulisses (na Turiassu que em 64 colocou trastes na minha home-made Jazzmaster) que era luthier e o Seu Vittorio que fazia cópias de Fender em madeira compensada (inusitado), famoso depois como Ger. de Produção da Giannini. Foi nessa que conheci o Claudio Cézar (1964). Um dia fui na casa dele e vi vários protótipos de guitarra. Todos pelo meio. Entre eles uma guitarra toda de metal, tipo Gibson 335. Ela ficou parada muito tempo mas eu achava aquilo uma loucura. Soube que depois o Serginho Dias, seu irmão, dos Mutantes a usou, já pronta, e com distorsores internos iguais ao meu (ele gostava). Raríssima.

GRAVAÇÕES EM SHOW

O Codigo 90 usava várias. Perfeitas (tocadas no cassete Philips), causavam uma grande surpresa na platéia (poesia feminima, corais etc.). O Marinho Murano do Código também inventou o uso de rebatimento de ondas semelhantes (causava vibratos e tremolos muito estranhos) no seu Farfisa-CompactDuo.

SINTETIZADOR PARA CONJUNTO

Marcelo Veriga, do Mona, foi o primeiro louco a comprar um sintetizador (acho que EMS VCS-3 1969). Só fazia "viummm, ziuammmm" ... na época era um barato. O Marinho do Codigo90 comprou o primeiro MiniMoog mas não chegou a usá-lo em show (pena! era perfeito). Eu comprei o primeiro de guitarra (Mutron-II) que também só fazia "piuimmmm" mas acordava toda a cachorrada do bairro. Também não usei em show. Na produção do LP do Lee Jackson (Copacabana 1973) eu contratei um ARP2600 (Paulo Roberto?) para a abertura. Demorou 4 horas para afinar e 4 para gravar um pequeno riff.

ILUMINAÇÃO PSICODÉLICA

O Toninho Peticov foi inovador em tudo que era psicodélico. Desde as pinturas (e posters) à iluminação com água colorida em lentes parabólicas. Só ele! Antonio Peticov era o Summer of '69

2 BATERIAS

O Bando ... sem Comentários. Diógenes e Dudu eram o máximo.

PHASER

1973. O Eduardo Piu-Piu (dos Flashs, inventor da luz pisca-pisca no bumbão) trouxe o 1º phaser Maestro, que foi usado pelo Lee Jackson em seu LP e tournée. Eu contava pros outros e eles não acreditavam que estava nascendo "um outro som". Pictures of Matchstick Man.

TODO O CONJUNTO (DE ROCK) EM CONSOLE (sem amp no palco)

O Kompha encomendou um equipamento gigante mas se afinou na hora de usá-lo. Vendeu ao Lips ('74). Foi o Lips (Vermelho, Celso Cebola, Jaime Karam e Ely) quem estreou no palco do Juventus. Houve até tumulto na hora (um - hoje famoso - músico subiu ao palco e fez um discurso contra). Usados 4 amps Quasar 2240, preamp Fisher 500 e 4 torres de caixas com 4 subwoofer. Hoje tem carro com mais que isso, dentro.

PROJECT-STUDIO E GRAVADORA INDEPENDENTE

O Cesare Benvenuti pagou uma nota pela 1ª mesa stereo de gravação Yamaha (em '72 - uma porcaria. Fui com ele comprar.). Em '76 (após muita pesquisa) fundou a Gravadora Pirata em sociedade com o Aurino Araujo (irmão do Ricardo). Depois, já na Italia, inventou a Rádio automatizada (com 16 gravadores Revox) e depois a computadorizada. No Brasil o Cesare foi produtor de inúmeros sucessos do rock brasileiro (Tell Me Once Again, Hey Girl etc)

MAIS OUTROS FIRSTS

AMPLIFICADOR A VALVULA SEM TRANSFORMADORES (OTL)

Existiram! O IPT no seu início (1950) lutava para estudar a Alta-Fidelidade. Lá estava a semente da Le-Son e outros fabricantes de audio. Baseado no circuito Makowsky (russo, pesquisem - acho que é assim que se escreve - achei Julius Futterman mas em 1954) produziram um aplificador perfeito, de alta fidelidade, sem o uso de transformadores. O som era perfeito. Foram feitos 3 somente, para teste. Eram chatinhos e leves.

GRAVADORES (excluí grandes estudios)

Os padres podiam "trazer" equipamentos para gravar seus estudos sem pagar alfândega. Foi assim que conheci os primeiros gravadores. O VoiceOfMusic, o Geloso, o Cassete Philips ... Hoje novamente as "igrejas" são grandes compradoras de equipamento de som.

 
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