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História - hoje
a Velha História (desde 1965 >)

LOUPHA - outras Histórias

... como prometido, estou (Vermelho) começando a contar histórias dos outros importantes conjuntos que fizeram parte da história do Loupha. Começo sem ordem cronológica. É sacal, mas vou fundo nesta porque se trata de uma época que merece ser retratada. Desculpem-me mas era assim:

DELAYERS (1960)

O primeiro conjunto de verdade foi "The Delayers" (nome meu, até hoje não sei se realmente quer dizer "retardados"). Eu (chamavam-me de Quêto - ou Chetto) e o Pandinha (Toninho Gianfratti) começamos tocando a 2, na Aclimação. Eramos meio-primos, amigos e estudávamos no Dante Alighieri. Eu solava Bossa Nova (tipo Paulinho Nogueira) e tocava uns sucessos do Duane Eddy e Chubby Checker (além do must "O Homem do Braço de Ouro"). Tinha uma guitarra "Les Paul" da Gianinni (ótima e cara) e o Pandinha uma Bateria Caramuru dourada (de lamè). Como amp, eu usava um gravador VoiceOfMusic enorme. Tocávamos bem, eramos uma novidade que assustava. O Eiiti Sato tentou tocar trumpete conosco (bom companheiro) mas parou porque sua família (japonesa) não aguentava o barulho (ensaiar trumpete é duro!).

Arrumei um professor, o Landinho (Orlando Landi, venerado baixista dos The Fenders e vizinho de casa "dos Hamiltons" Godoy do Zimbo Trio) e este me apresentou um outro cara do Dante, o Tony Adler. Logo estávamos ensaiando os "Torquai" da vida. O Tony tinha uma guitarra Del Vecchio horrível e um amp em forma de banquinho (para sentar mesmo).

O Tony virou meu colega de classe em '61. O assunto era guitarra. No dia 7 de Setembro de 1961, o Tony deu uma festa de aniversário (R. Belgica, Jd. Europa) chamando todas as meninas do Dante. MEU!!! DAQUI NÃO SAIO MAIS! Tínhamos só 13 anos. Na festa ainda tocou o Tito Adler (irmão do Tony - "Quando Setembro Vier" no piano) que depois seria o primeiro organista jovem a usar um Hammond Bn? (que eu uma vez lhe aluguei por uma nota!). O Tito morreu muito jovem.

Os pais Adler não gostaram deste sucesso repentino e proibiram sua continuação (entenderam?). Foi quando o Sergio Gagliardi (hoje grande operador turístico), começando a carreira, nos convidou (eu e Panda) para uma sequência de viagens às estâncias onde tocámos meia-hora nos Grand Hotel. Era uma graça, nós pequenininhos fazendo o maior som pra velharada ... e pintava muitas com 21 que ... Nós eramos donos da nossa vida!

Um dia, vieram uns meninos ricaços (do Dante, sempre) e viraram a cabeça do Pandinha e, com razão ele se juntou aos "Silver Strings"

foto dos componentes do conjunto Silver Strings em 1963
The Silver Strings, 1963
que tornou-se um bom conjunto (filhote dos Fenders), mas durou pouco. Eles ganharam um festivalzinho na Record (1963, o 1º pelo Miguel Vaccaro Neto) onde concorreram vários iniciantes que depois se tornaram famosos (Rita Lee, Prini Lorez, Suely e o pessoal dos Top Sounds 2) e foram o "despertador" que levou a Record a fabricar a Jovem Guarda e seu Roberto Carlos (demorou bem).

THE NAUGHTY BOYS (1962)

Eu fiquei 1 ano sem conjunto, malhando a guitarra como louco, todo dia (afinal eu tocava de tudo - tango, BN, orquestra, jazz). Já possuia um enorme equipamento nessa época, todo Fisher profissional e 2 gravadores fake-stereo (super!). Enquanto isso, nasciam os primeiros bons conjuntos de molecada. Os Lunáticos do Tuca Aun (meu cunhado, hoje), o Marcio e Bogô (Beatniks) e o Eduardo PiuPiu com o Rafael (Flashs) - o resto era velho (Jet Blacks e Jordans). Nota: os Fenders tinham acabado. Os Clevers/Incríveis vieram bem depois.

Foi quando o Carlo Lovatelli (piano tipo Scott Joplin) me convidou para fazer um jam de jazz tradicional. Logo juntei o Pandinha (de novo). Não me lembro quem estava no baixo. Eu tocava guitarra e banjo (tenho ele até hoje, 1961). Foi muito fácil. Solávamos o tempo inteiro numa jam interminável, sabíamos todas as músicas e ... "- Puxa vida, será que vou esmerilhar a vida inteira? Sem caminho ou final?". Os Naughties (quem deu o nome foi a mãe do Carlo, La Contessa) foram pioneiros e, pensando bem, o público fingia que gostava de jazz. Ainda acho isso. O jazz é muito pessoal. De todo modo, aquela guitarra esmerilhada demorou anos pra aparecer no jazz (os chatos eram comportados! Era tempo de Bossa Nova). Eu nunca fui "cool"

TOP SOUNDS (1962) -1

Os Naughties foram tocar numa grande pré-formatura do Dante Alighieri com um conjunto desconhecido, o "Les Copains" com o Rubinho (bateria - colega meu de classe), Enzo Barone (baixo), Frederico Mazzuchelli (guitarra 1) e Silvio Camba (guitarra 2). O som não era dos melhores mas eles tocavam muito bem e muito bom gosto (um jeitão mais europeu). Adorei e fiquei amigo deles fácil.

O Silvio me puxou de lado (eu então "Ficarelli") e perguntou se eu queria entrar no lugar do "Mazzuca" porque ele queria parar. Eu topei na hora. Marcamos o encontro.

Os outros 2 não foram, mas o Silvio trouxe um vizinho que também tocava guitarra e tinha um amp grande, igual ao meu (o "Fender" per-feito pelo Agnaldo). O Pedro Ulhôa ia tocar baixo e para tanto compramos o equipo do Landinho dos Fenders (baixo e amp - tinha até pouco). O baixo foi a primeira imitação de Fender feita no Brasil - um JazzBass com escala curta, sem trastes. Foi muito dinheiro na época (290 ... paus!). Eu ainda toquei o projeto de fazer "na mão" uma guitarra tipo Fender. Fiz uma tipo Jazzmaster, azul Dodgerblue e ela foi um sucesso que usei até 66.

O Silvio ainda ficou de trazer um novo baterista (eu morava na Aclimação e nós íamos ensaiar no Jd. Paulista, longe e sem ônibus). No dia do ensaio veio um cara super engraçado e louco com um cabelo bem maior que dos Beatles (1963!) com uma bateria de circo (bumbão enorme). Ele tocava como se estivesse batendo na sogra e nós ... começamos o ensaio e ficou gostoso de primeira. Totó!

O Totó Labbate foi o mais admirável baterista que conheci. Começou a estudar profundamente os maiores do mundo (Gene Krupa, Art Blakey, Joe Morello) e relatando seus exercícios me ajudou no conhecimento do corpo como instrumento musical. Morava perto da Aclimação (Ana Rosa) e (com 16 anos) já tinha carro (um Fusca velho). Com isso pudemos ensaiar diariamente durante 1 ano seguido (tocando muito também) e este Top Sounds (o 1) se tornou uma máquina perfeita, enquanto todos os outros conjuntos paravam.

Aí veio o contrato para gravar um LP (Estudio Magison da Vera Cruz) pela Albatroz. Eu consegui gravar todos os solos sem usar o dedo indicador esquerdo (cortado ao meio "fazendo" fio), só usando os outros (numa música eu dou umas pausas esquisitas - e boas). Nós gravamos muito bem, inovamos em som e o disco foi bem vendido e recebido. Foi 1 mes direto. Hoje, pela Internet fico sabendo que o disco foi um marco do rock mundial, pois foi o 1º LP instrumental de moleques (muitos elogios).

Televisão, rádio, jornais ... nós nem sabíamos quanto era bom. Ficamos amigos de uns cantores iniciantes - mas bons: Jerry Adriani, Rosemary .. e inclusive ajudamos um cara que veio pela primeira vez em São Paulo, um tal de Erasmo (muito legal e humilde).

Foi num show do Clube Banespa que eu levei o primeiro Reverb. Estava muito feliz e o salão explodindo. Aí meus fans me "cantaram" que tinha na platéia um cara que cantava bem e sabia tudo. Mandei trazê-lo carregado ... era o Pedrinho Autran. Cantou uma do Dion e La Bamba e ... nunca mais saiu do show business. O Top Sounds Instrumental começou a terminar naquele dia (bye Shadows).

O Top Sounds viajou muito pelas estâncias, principalmente Serra Negra (tocávamos no Radio Hotel). Com ele descobrimos o Rio de Janeiro na "época" de Ipanema. Eramos amigos das Rainhas. Ipanema eramos nós. 16 anos ... Melhor, impossível!

TOP SOUNDS (fim de 1964) -2

Era tempo de "comunista". O terror rondava cada esquina e o futuro era incerto. O Silvio e o Pedro Ulhôa saíram para fazer o Vestibular entrando o Aldo Crotti (baixo) e o Mario "Meloso" Amaral (base); o Mario meu colega no Dante, ambos vizinhos do Pedro Autran (Pedrinho) na Rua Caçapava (que virou o novo centro do Rock na época).

Nestes mesmos dias, por toda a Inglaterra fervia uma novidade (o beat) que nós tivemos acesso direto e imediato. Choveu 45's de vários conjuntinhos que estavam começando lá e nós pegamos todas as ondas. Searchers, Beatles, Rolling Stones, Who (ingleses) e mais Byrds, Beach Boys, Simon&Garfunkel (americanos)... não sobrou nada. Sabíamos todas as letras, tocávamos muito fácil e invadimos a Augusta como uma máquina. As lojas de disco (fervilhantes) paravam para nos receber porque nós sabíamos o que ia ser lançado. Continuamos viajando muito. Se você quisesse nos ouvir, bastava ficar na recém-inaugurada Galeria Ouro Fino. Tocávamos ao ar livre.

Ainda, no meio, entrou no conjunto, um argentino-francês-inglês, o Louis Lachèze para cantar junto com o Pedrinho. e nos adicionou muita informação ... foi o pico.

Dois dias após o lançamento de "Satisfaction" na Inglaterra nós a tocamos numa megafesta, e com "aquele som" de guitarra. Foi contemporâneo de "Tudo Vá Pro Inferno". Nós não tocávamos "brasileira", mas desta vez demos uma colher-de-chá pro Roberto. Tocamos 6 horas seguidas de um rock jamais ouvido.

Foi no fim desta festa que o Totó nos anunciou: "pegou" o Exército, na PE de Brasilia. Chorou muito (bêbado!!). O Totó bêbado era sempre engraçado (o Luis Maluly e ele uma vez percorreram a R. Estados Unidos inteira, pelados - 2 da manhã), mas não desta vez. Meses depois, numa chegada a São Paulo teve um desastre onde morreram todos os 5. Meu melhor amigo!

O Top Sounds já estava no final mas o Sergio "Meloso" pegou as baquetas e fez bonito. Lembrava o toque do Totó e depois continuou bem como o baterista do Codigo 90. O que nos fazia falta do Totó era o visual, ele ainda batia na sogra e com uma alegria fascinante ... as mulheres morriam por ele e com isso foi sempre ótima companhia. Tempos únicos: Ipanema, Beatles, Roberto, avião, mini-saia, Fusca Tala-Larga ...

O Top Sounds foi o conjunto que manteve a herança dos ol'fathers instrumentais (Fenders, Jet Blacks, Silver Strings) e entregou à próxima geração um conceito de qualidade e diversão muito sólido. Possibilitou a proliferação dos conjuntos. No Top Sounds, nós sentíamos que conjuntos como os Beatles era "um conjunto como nós".

O Loupha foi o grande aluno do Top Sounds. Muitos o foram sem saber. Baobás (o Jorge Pagura era fan), Lee Jackson (ex-Amehba - amigos da Aclimação), Mustangs (o Helio e Marcelo assistiam). Além disso, o Top Sounds fechou uma era importante: dos amplificadores simples, das guitarras e baterias brasileiras, tudo fácil e portátil; e entregou ao Loupha a era do mini-cassete Philips, do videotape e ... dos Kinks, Hollies e do mundo de Fenders e Binsons que popularam o novo Rock

(continua com a história do LOUPHA - 1965)
aqui irá a história do VERMELHO (o conjunto - 1969)
aqui irá a história do WATT 69 (1972)

LIPS (1974)

É gozado pensar que um conjunto que só fez 3 shows seja hoje tão importante para o rock de São Paulo (e Brasil). O Lips foi porque adicionou a modernidade ao show business. Conheci o Celso "Cebola" Anieri no Círculo Militar em 70 ... parecia um fan, mas tocava baixo e era muito animado. Em 74 (eu era produtor na Copacabana) fiz um estudio no novo apartamento, profissional, bem pequeno e sêco. Começamos a ensaiar: Eu, Celso e Marcos "Gringo" Rosset. Fizemos muitas gravações. Nos animamos muito com o som. Cantávamos Beach Boys e tocávamos Flash (um braço rockeiro do Yes). Fomos longe.

LIPS e STUDIO FA (1975)

Em 75, depois de viajar muito e aprender o que de mais moderno "estava para nascer" na área sonora, saí da Copacabana para montar a Gravadora Ellus (é, das roupas - aguardem a história do Watt69). Estavam nascendo os sintetizadores Moog (Arp, Solina), o spectrum analyzer, o computador musical, o gravador de 32 canais, o Dolby, o Digital Delay, o dBx, o video-cassete (ainda Philips), as caixas Bose e ... o disco digital (ainda grande).

O Nelson Alvarenga (o boss da Ellus) era fanático por música e aglutinava com aceleração. Começamos gravando lindos e perfeitos covers com os melhores músicos e cantores da época. Dudu França, Marisa Fossa, Tania e Sergio Lemcke, Eduardo "Menestrel" Haddad etc ... um sucesso de música e de marketing. Lançamos novos artistas também: Saga Doméstica e outros. Havia tanta gente boa que o Celso não aguentou ... quis fazer um estudio de verdade.

Como eu sou bicicleteiro, a Caloi me convidou para abrir uma concessionária do "futuro", lançando a Mobylette. E a Caloi também me ofereceu um mercado externo para exportação de jeans (Ellus via Isla Margarita,VE). Foi idéia do Celso alugar uma tremenda casa (loja) na Rua dos Trilhos (Moóca) para lá instalar a concessionária, a trading e ... o estudio. O louco do Celso arregimentou "toda" a Mooca para nos ajudar. O Jaime Karam entrou de sócio como Designer (e baterista) e o Daba como Gerente Faz-Tudo (e técnico de som).

A parte pesada do equipamento era minha (caixas Stentorian, prés e amps Fisher valvulados e transistorizados, console e patches) e eu já possuia muito apetrecho moderno como gravadores (Akai X-360, Sony TC-600), mesa Binson, dBx (compressor-expansor), limiter, reverb e microfones. Mas ... o Celso foi à Inglaterra e trouxe a lista completa do que "podia faltar". Elka-Strings, BigMuff, microfones de estudio, stereo-flangers, equalizers e ainda comprou um gravador de 4 canais (o primeiro TEAC daqui) com multi-sync de vel. 15ips. Ainda montamos um sistema Sinclair de Som, inédito, mas que explodiu quando ligou porque "esquecemos" de usar um pequeno condensador na fonte (a maior jóia, uma Ferrari).

O Nelson Alvarenga foi também no fim do mundo da Inglaterra, buscar uma mesa de som por mim encomendada. Lhe deram uma bem melhor da encomenda (mas ele teve de beber uma noite inteira com os técnicos da AliceMixers), possuia Limiters gerais e reguláveis.

Tudo pronto? Não, o Celso comprou ainda todo o equipamento gigante do ex-Kompha e mais um truck-baú do Café Seleto (Ford 1950 - estado de Zero) para carregá-lo. O Studio FA estava duro mas não faltaram ajudantes, clientes e artistas para fazer dele a bola da vez. Qualidade máxima, músicos de primeira, efeitos perfeitos ... foi lá que nasceram Oswaldinho do Acordeón, Patrulha do Espaço, Quantum, o Kompha ensaiava lá, e lançamos o Kiko de Michelis (O Pato) e a dupla Cacá e Levy (A Paz - é o Levy mesmo, gente! e o Cacá - os Maníacos) que seriam distribuídos pela Polydisc. O Fillippo Caccavale da Polydisc trouxe também vários projetos para exportação que foram maravilhosos (a "Cadeira de Rodas" do Fernando Mendes virou "Sedia a Ruotelle" na Italia).

Fazíamos de tudo lá, no FA. Sonorizamos um longa do ator Paulo Goulart, fizemos versões de filmes institucionais para a GM, gravamos jingles (Ellus, Sears e Caloi) e até gravamos o início do forró e ainda vendíamos sonorizações sem fio para grandes lojas. Enfim, o FA foi o primeiro Project Studio profissional do Brasil.

No meio disso, ensaio do Lips todo dia (tinha entrado o Ely nos teclados). Com tudo ensaiado, marcamos datas no Juventus e SESC Campestre (grandes shows - meio over). O Juventus foi uma decepção. O público não queria aceitar o fato de não termos amps no palco, só grandes caixas com cornetas no stereo. Um (hoje famoso) guitarrista chegou a subir no palco após nossa apresentação e fazer um discurso contra dizendo: "- Estes caras tocam com este som porque são ricos. Se eu tocasse num equipamento desses eles íam ver o que fazemos". Dito e feito: Subi no palco e convidei publicamente ao conjunto dele para tocar com o nosso equipamento. Eles toparam. Quando este guitarrista deu a primeira nota, ela era tão forte que ele abaixou a guitarra, o cantor também afastou-se do mic na primeira palavra ... daí só se ouviu o baixo e o barulho da bateria. Tentamos ajudar mas não deu, viraram loosers e ... nossos fans e amigos (por isso não conto quem é).

No SESC foi ótimo mas estava com meia lotação. Foi bom mas ... achamos que "faltava algo". Aí apareceu o Nelson Ellus e nos convidou para um megaFashion em Moji das Cruzes(no ginásio da, hoje, Universidade).

O Show em Moji foi histórico. 5000 pessoas no salão. Um super desfile de moda, um super equipamento (o maior da época - 8 amps 2240 da Quasar), 10 roadies/técnicos, caminhão baú (da S. Cristóvão Mudanças)... Começamos com o som do Lips e ... flop (quase dormiram). Exigiam "rock de verdade". "- Ah É É? - disse eu - Então toma, pessoal!".

Eu até hoje me orgulho de haver tocado com o Celso, o Karam, o Ely, os roadies, o Daba ... naquela noite em que Moji das Cruzes quebrou suas cabeças nas paredes, mudou seu estilo pra sempre e "resolveu virar gente". A comunicação foi semelhante ao primeiro show do Loupha no Pinheiros ("You Really Got Me"), mas lá se criou uma idéia de juventude ao ponto de gerar uma nova cidade universitária (que virou mesmo).

Final: ... por muito tempo, mas sem o devido retorno que merecia. Enquanto isso a concessionária precisava entrar para o 1º plano e o conjunto precisava "descansar". Para isso bastou a venda de grande parte do equipamento (para melhorar o caixa) e uma nova paixão do Celso, agora (isso é doença geral) pelos Beatles. Eu tinha um cliente de Mobylette cujo pai era muito amigo da minha família chamado Marcos Rampazzo, outro fanático (esse ... louco) pelos Beatles. Celso (Paul) e Marcos (George) juntaram a fome e a vontade de comer e (again) montaram o "Beatles4Ever".

aqui irá a história do B-12 (1980)
aqui irá a história do CLYDE (1986)
 
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